O cessar-fogo negociado entre Israel e o Hamas, com mediação dos Estados Unidos e outros países, manteve-se firme neste domingo (12), gerando uma mistura de alívio e ansiedade na região do Oriente Médio. O acordo, que visa a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, está em seus momentos finais antes do início da fase de libertação, prevista para coincidir com a chegada do presidente dos EUA, Donald Trump, a Israel.
Reféns Devem Ser Liberados Antes de Encontro de Cúpula
Fontes de Israel indicam que a libertação dos reféns, mantidos pelo Hamas na Faixa de Gaza, deverá começar na manhã de segunda-feira (13). Essa ação crítica ocorrerá pouco antes do encontro planejado entre o Presidente Trump e o Primeiro-Ministro israelense Benjamin Netanyahu, marcando a visita do líder americano ao país. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que os reféns vivos podem ser libertados a qualquer momento.
O Primeiro-Ministro Netanyahu confirmou que Israel está preparado para receber imediatamente os reféns, com preparativos de repatriação concluídos para os cerca de 20 reféns vivos estimados e os corpos dos cativos falecidos. Cerca de 28 reféns teriam morrido durante o conflito.
Ajuda Humanitária Aumenta
Enquanto a comunidade internacional aguarda o início da troca, a ajuda humanitária à Faixa de Gaza foi intensificada. Caminhões com suprimentos estão sendo distribuídos, e a Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA) informou ter comida suficiente para abastecer a população de Gaza por três meses, pedindo a abertura total das fronteiras.
O acordo de cessar-fogo, uma iniciativa do Presidente Trump para encerrar a guerra, é visto com esperança, embora persista a cautela sobre os próximos passos, como o desarmamento do Hamas e a retirada completa das tropas israelenses.
Fonte: Reuters (Nidal al-Mughrabi no Cairo, Alexander Cornwell e Steven Scheer em Jerusalém; Edição de Bernadette Baum e Ros Russell)